PESQUISA
IMPERMANÊNCIA
A pesquisa se constrói a partir da impermanência. Ao longo da trajetória, a linha atua como gesto recorrente, articulando formas orgânicas que atravessam múltiplos eixos da percepção.
Rios, raízes, artérias e constelações aparecem como vestígios de um mesmo pensamento. Aproximam corpo, natureza e tempo.
Os animais surgem nesse repertório como presenças. Habitam a paisagem. São grito, são resistência. Em alguns momentos se mostram; em outros, confundem-se com cor e matéria. Nesse encontro entre o céu e a terra, uma relação de afeto transcende esse vocabulário visual.
A pintura se desenvolve por transições e memória. Em algumas obras, a linha permanece pictórica; em outras, ultrapassa o plano e se converte em fio, bordado, cristal, relevo. Nessa articulação, constitui-se uma linguagem híbrida, na qual materialidade e espaço entram em diálogo com cor, luz e volume.